2018Abril – Dr. Arthur Hoffmann – Lateral A

Duas equipes do curso de Engenharia Química da Unoesc participaram, no mês passado, da 2ª edição do concurso Engenheiro Cervejeiro. A equipe de Videira formada pelas acadêmicas Carolina Rinaldi e Daiane Coppini, e pelo professor Edson Luiz de Souza, garantiram o 2º lugar. A 4ª posição foi conquistada pelas integrantes da equipe de Joaçaba, as estudantes Fernanda Volpato e Polyana Miguelão e a professora Eduarda de Magalhães Dias Frinhani, coordenadora do curso.

O concurso é promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC) e tem o objetivo de promover e incentivar o ensino e a pesquisa na área de processo de fabricação de cervejas. Além da cerveja, os participantes elaboraram um relatório técnico com todas as etapas do processo de produção. Foram inscritas 33 equipes, 19 delas com todos os requisitos para a avaliação.

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A aluna Fernanda Volpato explica que após a escolha do estilo de cerveja que seria produzida pela equipe, a primeira etapa do processo de produção foi a elaboração da receita. Já com todos os insumos/ingredientes necessários em mãos, foi realizada a correção do perfil mineral da água, o que é de grande importância, uma vez que a água representa mais de 90% da cerveja. Feito isso, os maltes escolhidos foram moídos e adicionado à uma panela juntamente com a água, dando início a etapa de mostura.

A temperatura foi controlada de modo a converter todo o amido presente no malte em açúcares fermentáveis. A etapa seguinte foi a fervura, realizada para esterilizar e evaporar substâncias indesejadas do mosto. Em seguida, foi feito o resfriamento com o auxílio de um trocador de calor para atingir uma temperatura ideal para a inoculação do fermento, aproximadamente 20 °C, e para a clarificação da cerveja.

O mosto foi transferido para o fermentador, onde foi adicionado as leveduras e onde permaneceu por 14 dias. A essa etapa dá-se o nome de fermentação primária. É nessa fase, que os açúcares fermentáveis são convertidos em álcool pela ação das leveduras. Em seguida, iniciou-se a etapa de maturação, realizada a 0 °C, para arredondamento dos aromas e sabores da cerveja. Por fim, a cerveja foi carbonata com o auxílio de um cilindro do CO2 e envasada.

— Foi uma experiência diferente e muito importante, conseguimos explorar melhor o ramo cervejeiro e nos encantar pelo mesmo. Apesar de não conhecer todas as etapas do processo produtivo, foi possível entender quimicamente o porquê e como as coisas acontecem — ressalta a acadêmica Fernanda Volpato.

Segundo a coordenadora Eduarda Frinhani, a Engenharia Química ofereceu, nos últimos quatro anos, durante as Semanas Acadêmicas, o curso de Produção de Cerveja Artesanal, ministrado pelo cervejeiro caseiro Rogério Peixoto.

— Essas atividades têm despertado o interesse dos alunos pelo assunto e possibilitou a participação da equipe na competição — finaliza.

Fonte: Comunicação Unoesc

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