O Ministério Público denunciou à Justiça o casal Aislan Ribeiro Toldo, 21 anos, natural de Capinzal, e Vanessa Rodrigues da Silva, 22 anos, natural de Peritiba, pela morte do filho de dois meses de idade, morto no último dia 26 dentro de casa no Loteamento Parizotto em Capinzal.

A denúncia de homicídio que inclui as qualificadoras “motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima” foi apresentada pela promotora Karla Bárdio Meirelles nesta segunda-feira (17). Para o MP, Aislan seria o agressor do bebê e Vanessa teria se omitido no poder-dever de agir para evitar o resultado.

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“A infração penal foi perpetrada, ainda, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, vez que os denunciados, pessoas adultas, agrediram sem piedade uma criança indefesa, em evidente desproporção de forças entre agressores e vítima, aproveitando-se de sua tenra idade e incapacidade volitiva e motora. Ademais, o denunciado aproveitou-se do fato de estar a sós com a criança na sala para agredi-la reiteradamente com instrumento contundente e força física, sem possibilidade alguma da criança se defender ou ser socorrida por terceiros”, aponta trecho da denúncia.

O MP também menciona o fato de os denunciados terem limpado o local do crime para não deixar vestígios de sangue a olho nu, desta forma, induzindo perito e juízo em erro.

O casal, suspeito de envolvimento na morte de Bryan Hemanuel Toldo, está detido preventivamente no presídio regional de Joaçaba. A defesa de Vanessa ingressou com habeas corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina pleiteando a libertação dela por considerar que a mãe não teria culpa nas agressões que provocaram a morte do bebê. Os desembargadores deverão julgar nas próximas horas o pedido.

A Promotoria Pública requereu que a denúncia seja aceita pelo Poder Judiciário e que, após instrução criminal, o casal seja pronunciado para ir a julgamento popular.

Depoimento

Vanessa Rodrigues da Silva prestou depoimento nesta segunda-feira ao delegado José Sérgio Castilho em Capinzal. Ela disse ter medo do companheiro e que, segundo ela, no dia da morte do filho, Aislan Ribeiro Toldo teria ameaçado de morte os pais de Vanessa e que iria colocar fogo na casa. A denunciada também relatou que Aislan seria usuário de drogas e que as ameaças contra ela seriam constantes, inclusive de morte.

Conforme Vanessa, ela teria tentado por várias vezes fugir de casa, mas o companheiro não deixava. No dia do crime, Aislan teria batido em Vanessa antes de ela ter ido para o quarto e deixado Bryan no carrinho com o pai na sala de casa, mas não havia naquele momento nenhuma agressão.

Ainda de acordo com a depoente, no dia do crime um irmão de Vanessa teria visto Aislan limpando o sangue no banheiro e, diante disso, teria partido para cima do indiciado.

Relembre

O Instituto Geral de Perícias (IGP) realizou na noite do dia 26 de março a perícia na casa onde aconteceu a morte do bebê. Os técnicos utilizaram a substância “Luminol” – que identifica a presença de sangue impossível de ser visto a olho nu – no imóvel localizado na rua Romeu Gasser, loteamento Parizotto.

O trabalho realizado pelos peritos do IGP durou mais de duas horas. De acordo com o perito Alexandre Tobouti, diversos pontos da casa reagiram ao “luminol” e evidenciaram expressiva quantidade de sangue humano, supostamente do bebê. Tobouti salienta que em nenhum cômodo da casa teve vestígios de sangue no assoalho, o que descarta a hipótese de o bebê ter caído de qualquer altura.

Ainda conforme o perito, as agressões teriam iniciado na sala onde o “Luminol” indicou bastante concentração de sangue no centro no sofá, em seguida na coberta da criança, em toda a extensão de uma carteira de cigarros, no tanque localizado na área de serviço havia intensa quantidade de sangue, além da cuba e da lixeira do banheiro e em volta da pia do banheiro. O laudo é considerado fundamental e está anexado ao processo.

Prisão

O pai do bebê, Aislan Toldo, foi preso horas depois de confirmada a morte da criança que havia completado dois meses no dia anterior. O bebê havia sido encaminhado pelos avós ao Hospital Nossa Senhora das Dores, por volta das 4h, apresentando lesões pelo corpo. Entretanto, o bebê deu entrada já sem vida. A necropsia do Instituto Geral de Perícias de Joaçaba apontou a causa da morte por traumatismo craniano.

Vanessa da Silva foi presa na manhã do dia seguinte por policiais civis. Ela disse que teria deixado o filho na sala aos cuidados do pai, por volta das 2h, e teria ido dormir. Por volta das 4h o jovem acordou a companheira dizendo que o filho não estava mais respirando. Ele disse que teria tentado reanimar a criança, mas não conseguiu. A jovem pediu socorro aos pais que residem nas proximidades, os quais levaram o neto ao hospital.

O suspeito não quis acompanhar o socorro do filho. Ele foi preso pela Polícia Militar por volta das 6h30min na Vila Sete de Julho, quando ia com o pai até o hospital. O corpo do bebê foi enterrado no cemitério da Vila Sete de Julho em clima de forte comoção.

Fonte: Michel Teixeira Notícias

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1 COMENTÁRIO

  1. Acho que esses dois tem que apodrecer na cadeia, se ela era espancada por ele, pensasse antes de colocar um anjinho no meio desse conflito e com certeza ela é culpada sim.

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