2018Setembro – Frei Bruno Despachante – Topo Noticias

Notícia atualizada

O setor de habitação da prefeitura de Joaçaba cumpriu nesta manhã uma ordem judicial de despejo e retirou de uma casa popular no bairro Armindo de Medeiros Haro uma mãe e seu filho de 5 anos.

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Todos os objetos pessoais da moradora e do filho foram retirados do local e colocados em veículos da prefeitura. Marta Teresa Vieira revelou ao Portal Éder Luiz que entrou no local há quase 2 anos, mas antes disso teria passado ao menos 8 anos tentando conseguir uma moradia no mesmo bairro. Ainda segundo ela, neste tempo que ficaram no local não tinham luz e nem água. “Procurei ajuda com o município de Joaçaba e ninguém fez nada pra me ajudar”, desabafou.

A ordem de despejo foi cumprida por funcionários da habitação, com apoio de um oficial de justiça e da Polícia Militar. No despacho concedendo ao município a reintegração do imóvel, a justiça determinava que a medida fosse acompanhada por funcionários do setor social da prefeitura.

A moradora recebeu um prazo para sair do imóvel, mas tentou por este período argumentar com a prefeitura e permaneceu. Por não ter saído é que a ordem de despejo foi cumprida.

A moradora despejada disse que no momento do desejo não recebeu a informação de qual local serão levados seus móveis e demais objetos. “Não tenho pra onde ir com meu filho, não tenho dinheiro para pagar aluguel. Ainda bem que ele foi para a escola, coitadinho”, disse entre lágrimas.

Prefeitura se manifesta

O Portal Éder Luiz entrou em contato com o vice-prefeito Juscelino Ferraz, que responde também pelo setor social do município.

Segundo ele, a moradora recebeu a informação do despejo em outubro do ano passado e teve todo este prazo para deixar o local, pois outra família, com maior necessidade foi sorteada para receber o imóvel.

” O Conselho de Habitação, ainda na gestão passada, teria definido por sorteio quem ganharia a casa, por ordem de necessidade. Na época a Marta ficou suplente. No ano passado uma senhora com dois filhos foi sorteada para a casa, pelo cadastro ela tem mais necessidade do imóvel. Como a casa foi invadida, a família que está esperando foi punida.” Comentou Ferraz.

O vice-prefeito informou ainda que Marta está na lista para receber uma casa e ficou como suplente de um novo processo que está tendo seu andamento. “Era era a 7ª da lista de quatro casas disponíveis. Por ordem de prioridade, avaliada pelo Conselho de Habitação, que é um órgão independente e sem interferência política. Nesta avaliação, quatro famílias mais carentes vão receber seu imóvel assim que a Caixa liberar os cadastros”.

Quanto ao destino dos móveis e de mãe e filho, o vice-prefeito foi enfático. “A proprietária é que tem que decidir. Não cabe a prefeitura definir”.

Quanto a família que estava esperando a casa, Ferraz encerrou dizendo que agora não existem mais empecilhos para que ocupem o local. “Hoje ainda a família de direito da casa já estará entrando”.

Depois de retirados do local os móveis de Marta e do filho foram colocados em um terreno ao lado da casa da mãe dela, no mesmo bairro. Eles ficarão na casa até que possam achar outro espaço.

Os móveis foram colocados ao lado de uma casa no próprio bairro.
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