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Nesta semana, a notícia do fechamento de escolas de municipais de Joaçaba, em especial a Escola Municipal Anita Lopes Vieira, localizada no Distrito de Santa Helena gerou muita discussão e até revolta por parte dos moradores do local. E foi para esclarecer a situação que a Prefeitura de Joaçaba, através do Prefeito Dioclésio Ragnini e da Secretária de Educação Marilena Detoni realizaram nesta quarta-feira (11), uma coletiva de imprensa.

Primeiramente, o Prefeito Dioclésio explicou que a reformulação da educação de Joaçaba é necessidade antiga e não atendida e foi pensada almejando o futuro. Segundo ele, no colégio Anita Lopes, por exemplo, existem 48 alunos, sendo apenas 21 deles são da comunidade, ou seja, outros 27 se deslocam de bairros de Joaçaba para lá todos os dias. Outra questão ainda, é a existência de salas multisseriadas (alunos de séries diferentes na mesma sala com apenas um professor), o que não seria mais viável para o aprendizado. Com a mudança os alunos passariam a ter ensino de melhor qualidade.

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“É obrigação nossa enquanto gestores fazer com que Joaçaba tenha uma educação melhor e para isso precisamos ter turmas mais homogêneas. Algumas umas salas tem mais alunos e outras menos, e por isso, a adequação é necessária. Temos falta de vagas em creches e com a readequação poderemos criar pelo menos cerca de 90 novas vagas”.

Outras duas escolas que teriam as atividades afetadas seriam Frida Regesburger e algumas turmas do Nossa Senhora de Lourdes.

A prefeitura afirma que 33% dos recursos do município são destinados para a educação. Ao todo são 2962 alunos em toda a educação municipal, incluindo as creches. Em setembro,  o gasto foi de R$ 784,99 reais por aluno. Com a mudança , segundo a prefeitura, o aumento das vagas das creches aumentará e ainda assim o custo por aluno cairá para R$ R$ 680,16 centavos.

Outro benefício com a readequação será a oferta de reforço escolar no contraturno nas disciplinas de português e matemática e ainda atividades culturais e esportivas.

“Com a readequação os professores efetivos serão remanejados para as oficinas e aulas no contraturno, possibilitando aos alunos outros conhecimentos. Já o número de ACTs s que são profissionais temporários será enxugado ficando apenas o número necessário para cobrir a vaga vinculada e eventuais licenças durante o ano” explicou a secretária de educação Marilena Detoni.

Remanejamento

As mudanças estão previstas para acontecer em 2018. De acordo com a prefeitura, os alunos da Escola Anita Lopes serão direcionados para atendimento no NUPERAJO. Já os da Escola Frida Regensburguer iriam para o Colégio Frei Bruno – CEFREI. E as turmas escola Nossa Senhora de Lourdes, do sexto ao nono ano que são as afetadas,  iriam para o NUPERAJO ou os pais poderiam optar por outras como o Rotary ou ainda CERT no centro do município.

A prefeitura afirmou ainda, que garantirá o transporte coletivo que terá as rotas definidas após a realização das matrículas.

“Santa Helena tem 21 alunos da comunidade outros 27 saem dos bairros e vão pra la. Desses 21 muitos não querem se deslocar sete quilômetros para vim no Nuperajo. Mas será que já foi olhada questão desses alunos que saem dos bairros de Joaçaba e vão até Santa Helena? Será que não estão olhando muito só para o seu lado e esquecendo de olhar a coletividade?”, comentou o prefeito sobre a realocação dos alunos.

Prazo para escolas apresentarem projeto

A prefeitura afirma que durante todo o tempo que avalia as mudanças esteve aberta ao diálogo e que deu um prazo para as escolas apresentarem projetos que poderiam reverter a situação. Porém, nada teria sido apresentado. Dessa forma, a administração deve esperar até terça-feira.

“Tem que ser uma proposta viável para que possamos adequar às necessidades. Tenho certeza que muita gente não está gostando da medida que estamos tomando, mas é dinheiro público. Não estamos piorando a educação de Joaçaba como estão falando. Estamos enxugando, mas com isso, oferecendo muito mais benefícios para os estudantes, com as atividades que vão ser proporcionadas” enfatizou o Prefeito Dioclésio Ragnini.

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Alessandra de Barros
Jornalista, formada pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e pós-graduada em Marketing Digital e Mídias Sociais. Atua no ramo desde 2011 e possuí experiência também como produtora e repórter de televisão.