CEPAC – 11 Notícia Superior – 2016-11-01

Prestou depoimento na tarde desta segunda-feira, (17), na delegacia de Catanduvas, o suspeito de agredir e provocar a morte do jovem João Paulo Tomasi, 22 anos, após uma briga na saída de um baile no CTG de Jaborá, na madrugada deste domingo (16).
Em entrevista ao Portal Éder Luiz, o delegado André Cembranelli, que tomou o depoimento do suspeito, afirma que ele alegou legítima defesa.

“O suspeito se apresentou com um advogado e na presença dele contou que saiu do baile e na parte de fora, na hora de manobrar o carro, houve um desentendimento e a vítima teria lhe agredido primeiro e ele para se defender desferiu um soco. O jovem teria então cambaleado e caído e ele dado um chute, mas, sem a intenção de atingir a região da cabeça. Ele disse que acreditava ter acertado a região do abdômen da vítima”, afirmou o delegado André Cembranelli.

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Durante a semana o delegado deve ouvir mais testemunhas a fim de confrontar as versões apresentadas para finalizar o inquérito que definirá se o suspeito, que foi liberado, vai responder por homicídio ou lesão corporal seguida de morte. Caso haja novos desdobramentos o Ministério público pode pedir a prisão dele.

Outras Versões

Segundo falou em depoimento o rapaz que é dono do veículo onde estavam ele e o suspeito de ser o autor das agressões, ambos estavam conversando do lado de fora do CTG de Jaborá, onde acontecia o baile. Em certo momento o dono do carro teria se despedido e dito que iria embora. Ao manobrar o carro alguns metros mais adiante de onde estava teria se deparado com um casal (João Paulo e a esposa), que ambos não teriam saído e então ele teria soltado a embreagem e o carro foi um pouco para frente, porém o casal permaneceu no local. Após isso teria aberto o vidro e chamado a atenção dos dois, para que pudesse manobrar. Nas palavras do depoente, Tomasi teria ido até ele e segurado seu braço, que estava para fora do vidro, momento em que falou que até sairia, mas era para ele parar de olhar para sua mulher, afirmação que o depoente disse não ser verdadeira.

Neste momento o autor das agressões teria se envolvido na discussão, se aproximado e dito a Tomasi que deixasse o amigo ir embora, mas a vítima teria dado um soco no rosto do terceiro envolvido, momento em que entraram em luta corporal. O depoente disse que manobrou o carro e então não viu mais as consequências da confusão, indo para sua casa, que somente por volta das 10h30 viu a notícia da morte e ficou assustado, porém não procurou a polícia.

Após prestar depoimento o rapaz acabou liberado.

Versão da esposa da vítima

A esposa de Tomasi e outra testemunha deram uma versão diferente para o fato. Ela aponta que João Paulo Tomasi e a esposa deixavam o evento caminhando em direção ao carro quando subitamente um veículo teria cortado a frente deles, o jovem teria dito ao motorista que – apenas pedisse que eles sairiam da frente. Neste momento um dos ocupantes saiu do carro discutindo com Tomasi, num momento em que a discussão estava se encerrando o desconhecido deu um forte soco no rosto da vítima, que caiu desacordada, logo depois o agressor deu mais um chute na cabeça do jovem e um segundo ocupante do carro teria dado outro chute. Na sequencia os agressores entraram no veículo e saíram do local, não sendo mais vistos.

Tomasi chegou a ser socorrido e transportado em estado grave ao Hospital Universitário Santa Terezinha de Joaçaba, mas acabou não resistindo a gravidade dos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

O laudo do Instituto Médico Legal ainda não foi entregue à polícia e será fundamental para ajudar na elucidação do caso. Outras perícias ainda poderão ser solicitadas no decorrer das investigações.

CEPAC – 11 Notícia Superior – 2016-11-01
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