Esporte: Aline Rocha conta como está encarando a pandemia e conseguindo superar resultados

A pandemia cancelou muitas competições, incluindo as Olimpíadas, mas Aline segue se preparando para quando tudo normalizar.

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Esporte: Aline Rocha conta como está encarando a pandemia e conseguindo superar resultados
Imagens: Arquivo pessoal

Com a pandemia do Coronavírus a rotina do mundo todo foi alterada. No esporte não poderia ser diferente e diversas competições foram canceladas. Para a paratleta Aline Rocha, que compete pela Seleção Brasileira em corridas de rua e na modalidade Ski Cross country, o período significou adaptação e continua sendo de disciplina, afinal, mesmo não competindo como esperado, se o desejo é não perder rendimento e não deixar de lado os sonhos, manter o foco é essencial.

Em contato com o Portal Éder Luiz, Aline contou um pouco de sua rotina neste último ano. De acordo com ela, 2020 começou com o treinamento focado em participar de competições nas quais poderia obter o índice para Tóquio2020 na corrida em cadeira. Uma competição chegou a ser realizada na Austrália, em Janeiro daquele ano, mas dois meses depois, o centro Paralímpico Brasileiro fechou e com o avanço da pandemia foi questão tempo até que todas as competições que ela iria participar fossem canceladas.

"Todas as competições que eu iria participar foram sendo canceladas e o medo foi aumentando por que se se os jogos não fossem adiados muitos atletas nem teriam a chance de fazer o índice. Demorou muito para o comitê organizador de Tóquio adiar os Jogos, mas quando anunciaram o adiamento ficamos aliviados, por que não tinha como acontecer um evento tão grande na sustação que estamos vivendo", comentou Aline.

Mas, não ter competições não significava poder tirar "folga" e foi então que Aline e seu treinador Fernando, tiveram que se adaptar. Os treinos passaram a ser dentro de casa com equipamentos que ela já tinha, outros que compraram, e alguns o próprio Fernando fez.

Treino adaptado para o espaço do local em que mora
Treino adaptado para o espaço do local em que mora - Imagens: Arquivo pessoal

Competições

Aline treinou até o mês de dezembro em São Caetano do Sul, em casa e poucos treinos na rua, sem nenhuma previsão de competir. Em dezembro a CBDN organizou um camping na cidade de São Carlos com cinco atletas, e eles formaram uma "bolha" para que pudessem treinar junto visando as copas do mundo de Ski Cross country que ainda não tinham sido todas canceladas. Porém, durante esse período do camping houve o cancelamento. Junto com isso veio a preocupação porque estavam acontecendo competições em vários países, mas todas essas exclusivas para os atletas dos próprios países, sem permissão para brasileiros, enquanto aqui todas canceladas e com isso Aline e seus colegas estavam ficando em desvantagem e aos poucos saindo do ranking mundial.


Aline Rocha
Aline Rocha - Imagens: Arquivo pessoal

O cenário mudou um pouco quando em Janeiro os Estados Unidos realizaram uma competição nacional e convidaram o Brasil. Aline foi então para Bozenan, Montana para a competição e depois para Midwey, Utah para outra competição. Foram 30 dias de treino e competição onde foram alcançados ótimos resultados. Foram 4 provas com quatro medalhas de bronze e melhora na pontuação no ranking mundial (estava em 12° e foi para o 9° lugar).

Poucos dias antes de voltar ao Brasil, o Comitê Internacional confirmou a copa do mundo na Eslovênia, então a Confederação mudou as passagens e Aline e Fernando foram direto para lá. Foram mais 20 dias de treino e competição e os resultados foram ainda mais surpreendentes. Aline fez meu melhor desempenho físico e técnico em provas de ski e conseguiu 3°, 5° e 4° lugar nas provas, melhorando ainda mais sua pontuação, estando agora em 7° no ranking mundial com vaga garantida para Pequim2022.

E, a família?

Aline e Fernando tem familiares em Joaçaba e Campos Novos e durante a pandemia apenas por uma vez eles vieram para visitá-los.

"Em épocas normais é complicado matar a saudade por conta da distância já que moramos em São Paulo ou então, por conta da agenda de competições que nos faz estar em lugares ainda mais distantes. Com a Pandemia e o isolamento a saudade aumenta, mas sabemos que é necessário manter o cuidado" contou.

Expectativa

Agora, Aline segue treinando em casa para que possa conseguir a vaga para Tóquio, mas as competições seguem sendo adiadas.

"Eu entendo que é o melhor a se fazer com tudo que estamos vivendo, mas fica um medo e incerteza do que vai acontecer até lá. Sigo treinando nas condições que tenho, sem desanimar, e torcendo para que logo possamos todos voltar a fazer nosso trabalho sem medo" finalizou Aline.

Treino em casa
Treino em casa - Imagens: Arquivo pessoal

Fonte:

Alessandra de Barros/Portal Éder Luiz

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