Ganhador da Mega-Sena de Joaçaba tem prisão decretada após não pagar pensão alimentícia

Morador de Tangará, no Meio-Oeste do Estado, o homem deve mais de R$ 160 mil em pensão, segundo informações do Tribunal de Justiça.

, 5.568 visualizações
(Foto: Tânia Rêgo, Agência Brasil)
(Foto: Tânia Rêgo, Agência Brasil)

O ganhador da Mega-Sena de Joaçaba, Altamir da Igreja, teve pedido de prisão decretado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em Tangará, nesta segunda-feira (22). O homem deve mais de R$ 160 mil de pensão alimentícia, segundo o TJSC.

De acordo com informações do processo, o "sortudo" ganhou cerca de R$ 27 milhões com a Mega-Sena em 2001. Na época, segundo o TJ, ele chegou a brigar na Justiça com outro homem pelo prêmio, que também teria ganhado. A disputa durou cerca de sete anos e, no fim, o prêmio foi dividido ao meio. Em 2007, o homem recebeu a quantia de R$ 13,5 milhões.

O vencedor da Mega há 20 anos vai permanecer preso até que o valor de três parcelas atrasadas da pensão sejam pagas. Posteriormente, as vencidas, que somarão juros e correção monetária, também devem ser quitadas. A prisão deve acontecer em até 60 dias, segundo o que determinou o TJ. 

Regime fechado

Por conta da pandemia, a prisão por não pagamento de pensão alimentícia acontecia apenas de forma domiciliar. Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça publicou uma nova orientação para os magistrados e pediu para que voltem a decretar prisão em regime fechado, nestes casos. 

Prêmio polêmico

O prêmio da Mega Sena de Joaçaba foi motivo de disputa entre o marceneiro Flávio Júnior Biass e seu patrão, Altamir da igreja.

Em 4 de setembro de 2007, três dias depois do sorteio do concurso 898 da Mega-Sena, Biass afirmou que deu R$ 1,50 e os seis números para que o patrão fizesse a aposta por ele.

Informalmente, os dois teriam combinado de repartir o dinheiro se as dezenas fossem sorteadas. Biass alegou que teria feito a combinação das dezenas sorteadas a partir do número de celular. Já Igreja apresentou no processo justificativas ligadas à data de nascimento dele e dos filhos, que teriam servido de base na hora de fazer a aposta.

A briga na justiça pelo prêmio terminou em 2012. O resultado foi definido pelo Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília, determinando a divisão em parte iguais. Os R$ 28 milhões, conquistados com o bilhete premiado em 2007, estavam bloqueados. Com os juros, o valor aumentou para R$ 36 milhões.

Fonte:

Com informações da NSC

Notícias relacionadas