Ministério da Saúde divulga números sobre distribuição de preservativos no Carnaval

Ainda este ano, o Ministério da Saúde pretende distribuir, no total, 570 milhões de camisinhas em todo o território nacional.

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(Foto: Unsplash.com)
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Os preparativos do Ministério de Saúde para atender o período do Carnaval 2020 começaram ainda no início de fevereiro deste ano e, em total, mais de 128 milhões de preservativos foram entregues em Centros de Saúde de todo o país. Foram 125 milhões de preservativos masculinos e 2,4 milhões de preservativos femininos. Também foram distribuídos quase 9 milhões de unidades de gel lubrificante. Para poder garantir sua camisinha ou gel lubrificante gratuito, os foliões deveriam se dirigir ao centro de saúde mais próximo.

“Precisamos cada vez mais estimular o uso do preservativo durante o Carnaval para prevenir a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e do HIV, uma vez que muitas dessas infecções possuem fase assintomática e a pessoa nem sabe que tem e, quando apresenta sintomas, como lesões na região genital, elas podem facilitar a infecção pelo HIV”, disse o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Gerson Pereira.

Ainda este ano, o Ministério da Saúde pretende distribuir, no total, 570 milhões de camisinhas em todo o território nacional. O número é 12% mais alto do que a quantidade de camisinhas entregues no ano passado, quando 509,9 milhões de preservativos foram enviados aos estados brasileiros. O Governo Federal também realizou uma campanha contra o assédio sexual e, ao longo do carnaval, distribuiu camisetas, adesivos, apitos e leques com a campanha “Não Tem Desculpa”, incitando a população a denunciar abusos através do 180.

Quando se fala em sexo seguro, a camisinha é a medida de prevenção mais eficaz para evitar as IST (infecções sexualmente transmissíveis) entre a população sexualmente ativa, como o HIV, a sífilis, clamídia e gonorreia, por exemplo. Segundo o último boletim epidemiológico do HIV/Aids, o HIV teve um aumento entre os jovens brasileiros e a maioria dos casos de infecção no país ocorre entre o 20 e os 34 anos (52,7%).

São mais de 30 os vírus e bactérias que podem causar infecções sexualmente transmissíveis, que podem ter lugar através do contato, sem a proteção do preservativos, com a pessoa infectada. Praticar sexo sem camisinha expõe a própria pessoa e todos os seus parceiros a riscos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 milhão de infecções ocorrem todos os dias no mundo. Doenças como a sífilis, que existem desde a Idade Média, ainda hoje representam um problema e podem ser consideradas uma epidemia por conta da falta de proteção.

Teste-se!

As IST apresentam sintomas e sinais diferentes em cada caso e uma pessoa pode estar infectada por mais de uma infecção ao mesmo tempo. A única medida que pode garantir um de diagnóstico seguro em qualquer caso os testes. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece testes gratuitos para detectar ISTs e a maioria, inclusive, é rápida, com resultados disponíveis em menos de 30 minutos. Atualmente, o SUS oferece teste rápidos para HIV/Aids, sífilis e hepatites virais.

O SUS oferece tratamento gratuitos para pessoas que padecem destas doenças e oferece os medicamentos mais modernos do mundo, melhorando a qualidade de vida dos infectados e interrompendo a cadeia de transmissão.

 

 


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