Morador de Herval d' Oeste doa medula óssea para paciente nos EUA

No passado, o pai dele foi beneficiado com a doação de um rim e agora ele retribuiu o gesto.

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Chalaco e a esposa no hospital em que a coleta foi realizada
Chalaco e a esposa no hospital em que a coleta foi realizada

O morador de Herval d' Oeste, Chalaco Luiz dos Santos, de 37 anos, que é doador de sangue desde os 18 anos e há algum tempo estava cadastrado no banco de medula óssea, contribuiu para salvar a vida de um morador de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos.

O primeiro contato do Redome, órgão responsável pelas captações, foi feito no dia 12 de dezembro do ano passado, pedindo para fazer uma coleta de sangue no Hemosc de Joaçaba, que foi realizada no dia 16 de dezembro. Após isso, outro contato foi feito no mês de março marcando para dia 23 de abril uma nova coleta e mais alguns exames que confirmaram a compatibilidade. A coleta foi realizada em Porto Alegre na última segunda-feira, 18, concluída em duas horas e meia de procedimento e após isso a medula foi encaminhada para o paciente dos EUA.

Coleta da medula aconteceu em Porto Alegre.
Coleta da medula aconteceu em Porto Alegre.

Chalaco é filho do ex-jogador de futebol Tronxinha que mantém em Herval d' Oeste um projeto social que beneficia inúmeras crianças. Além disso, há alguns anos, Tronxinha teve um problema de saúde e recebeu a doação de um rim que lhe salvou a vida.

"Em meio a pandemia e as dificuldades encontradas sempre me prontifiquei e fiz o impossível para que este momento chegasse, sinto-me realizado e muito feliz. Agradeço sempre muito a Deus pela oportunidade de poder salvar alguém assim como fizeram com meu pai quando ele precisou. Peço a todos que possível doem, façam este gesto nobre" afirmou Chalaco.

Chalaco durante o procedimento no hospital
Chalaco durante o procedimento no hospital

Como ser um doador de medula óssea

Maicon Bortoluz, diretor do Hemosc de Joaçaba, explica que todos que quiserem se cadastrar como doadores de medula devem procurar o Hemosc. Para isso, além do candidato a doador responder algumas perguntas, é feita a coleta de uma amostra de sangue para que seja identificada a tipagem genética desta medula. Esses dados são incorporados ao sistema do Redome e ficam a disposição para cruzamento genético de pacientes do Brasil e do mundo.

"O cadastro como doador de medula é muito importante porque, diferente das tipagens de sangue que são várias a medula é mais rara. Por isso, quanto mais pessoas cadastradas mais chance aos que precisam. Ficamos felizes pela doação do Chalaco ter se concretizado e ressaltamos a grandeza deste gesto que para quem doa até pode parecer simples mas que tem muito significado para quem recebe" afirmou Maicon.

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