Mulher que matou marido asfixiado é condenada pelo Tribunal do Júri no Oeste

A ré deu a ele anestésico para uso veterinário diluído em água e quando o homem não podia mais oferecer resistência o estrangulou.

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Mulher que matou marido asfixiado é condenada pelo Tribunal do Júri no Oeste

Após quase 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri acolheu a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e condenou a mulher que matou o marido em Campo Erê, no Oeste do Estado. Os jurados entenderam que a ré cometeu homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela terá de cumprir 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado.   

Conforme a denúncia, no dia 1º de dezembro de 2021, por volta das 15h, na Linha Área Nova, o casal, que estava junto há 27 anos, conversava sobre uma possível mudança de residência. A ré não desejava mais morar no local, pois queria estar mais próxima de sua filha. Porém, a vítima discordava da mudança.   

Então, diante da contrariedade do marido de mudar de casa, a ré deu a ele anestésico para uso veterinário diluído em água. Na sequência, quando o homem não podia mais oferecer resistência, a condenada o estrangulou até a morte.   

O Promotor de Justiça Diego Henrique Siqueira Ferreira, que representou o MPSC na sessão que ocorreu na última segunda-feira (21/11), explica que ré chegou a alegar que a morte ocorreu por infarto e depois tentou simular um possível enforcamento da vítima.   

"Para corroborar sua versão fictícia trouxe ao Plenário um assistente técnico, mas graças ao conhecimento do Ministério Público sobre medicina legal somado ao laudo detalhadíssimo do IML, os argumentos trazidos pelo expert foram devidamente rebatidos na presença de jurados. Utilizando-se de provas técnicas e uma perfeita investigação da Polícia Civil, o Ministério Público conseguiu a condenação da ré com três qualificadoras. O triste desta história foi ver em plenário os dois filhos da vítima, que, por um lado, descobriram a real causa da morte do pai, mas viram que a autora foi a mãe. O Ministério Público continuará sempre em defesa da vida", finaliza o Promotor de Justiça.   

Cabe recurso da sentença, mas a Justiça negou à ré o direito de recorrer em liberdade, a qual já se encontra preso há quase um ano. 

Fonte:

MPSC

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